Espaço Zen 19 de Julho de 2017

Por que os sintomas da depressão em adolescentes estão aumentando? Entenda!


O corpo, os hábitos e os gostos mudam na adolescência. É um momento de transformação, que por vezes, pode ser confuso, doloroso e desgastante. 

Adolescente sentada perto de uma rua movimentada mexendo no celular

Alguns jovens, sem saber como lidar com o turbilhão de mudanças, podem deprimir-se e irem além, apresentando ideações suicidas, que nada mais é do que o pensamento em tirar a própria vida.

O parágrafo anterior é até difícil de ser lido. Contudo, não há forma fácil de falar sobre esse assunto. A depressão em adolescentes tem sido alarmante. Rotina de trabalhos acelerados de pais tem ocasionado falta de diálogo em casa e, consequente, afastamento de filhos. Os Adolescentes, por sua vez, desenvolvem um estado de tristeza perene e conseguem acalento em grupos de jovens que sofrem dos mesmos sentimentos, mas que também não sabem lidar com eles.

Como identificar a depressão em adolescentes

Como é esse adolescente e como ele está hoje? Mudanças comportamentais são esperadas nessa fase da vida, visto que há a construção de uma identidade. No entanto, algumas modificações de comportamento são essenciais para identificar uma possível depressão em adolescentes. De acordo com as psicólogas Natália Barros e Aline Garcia, da Unimed Fortaleza, a família deve saber como era o padrão de comportamento do adolescente e quais as mudanças nesse padrão. Um adolescente depressivo, segundo as profissionais, “isola-se, retrai-se e perde interesse pelas atividades que gostava de fazer”.

As psicólogas explicam que é importante não confundir comportamentos depressivos com as mudanças de humor habituais de uma adolescente. “É normal o aborrecimento na adolescência, mas não é normal esse aborrecimento constante”. Além dessa particularidade, outras características do surgimento da depressão são:

  • isolamento social;
  • agressividade;
  • mudanças drásticas de humor;
  • falta de apetite ou insaciedade;
  • insônia ou hipersonia.

Veja como uma alimentação saudável pode melhorar o humor e combater a depressão

Por que isso acontece?

Simples. Falta de diálogo! A maioria dos jovens que entra em estado de depressão não fortalece o vínculo familiar e assim, sentem-se distantes e se isolam. Conversando diariamente é que se conhece um ao outro. É que se sabem de gostos, personalidades e tornam afins.

A dificuldade de diálogo com os pais favorece a busca dos adolescentes por grupos de pares que possuem opiniões e pensamentos parecidos com os seus. Alguns desses grupos , muitas vezes, não são a melhor opção para a formação de opinião. Quando o adolescente não tem diálogo com sua família, ele chega na adolescência e deixa a própria casa para se identificar com grupos de iguais, que nem sempre são a melhor opção para formação de opinião.

Tristeza X Depressão

A palavra depressão é tão comum, que qualquer tristeza que percebemos ou sentimos já são nomeadas “depressivas”. É importante saber que depressão é uma doença séria, que precisa de tratamento. “A tristeza está associada a um motivo, sabemos explicar o que está levando a tristeza, explicando o que a ocasionou; já a depressão é uma generalização da tristeza, um estado, uma coisa que persiste”, explicou Aline Garcia. Em muitos casos de depressão, de acordo com a psicóloga, não se sabe mais o que está levando aquela tristeza contínua. Deixa de ser momento e passa a ser constância.

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Por que o jogo Baleia Azul teve tanta adesão?

Os adolescentes conseguiram “apoio” no jogo. Sem diálogo em casa, sentindo-se tristes e precisando dar adrenalina às suas vidas, a adesão ao grupo era inevitável. Um jovem que faz parte do Baleia Azul era um jovem que, possivelmente, apresentava sintomas de depressão e não sabia lidar com esses sentimentos, tendo em vista que não tinha o apoio familiar, diálogo em casa para saber lidar com as mudanças impostas pela própria fase e sentimentos a ela associados.

Os adolescentes desconhecem os limites, pois muitas vezes, esses não são determinados no convívio familiar. Neste sentido, o jovem procurou o grupo, por perceber que existiam mais jovens na mesma situação que eles, com os mesmos sentimentos e lidando com eles de uma forma desafiadora.

Mãe e filha abraçadas sentadas no banco de um parque

Converse com seu filho

A dica primordial para o estabelecimento do vínculo familiar, a aproximação com o jovem e a manutenção da saúde mental, é a conversa. “Deve-se estabelecer um diálogo, saber o que acontecendo e trazer o filho para família”, aconselhou a psicóloga Natália Barros. De acordo com a profissional, é importante saber o que está acontecendo com o jovem e isso só é possível através de um diálogo aberto.

É importante também saber o que ele faz, quais são seus amigos, o que vê na internet e quais os jogos que ele joga. Ou seja, além da conversa, é importante observar o seu comportamento.

Se mesmo após o diálogo e a aproximação, o jovem ainda apresentar sintomas de depressão é indispensável que se procure um psicólogo. A ajuda profissional nestes casos é imprescindível.

Como manter um diálogo em meio à rotina?

Veja ações práticas que ajudarão você a colocar sua família em primeiro lugar:

  • Priorize as refeições em família quando for possível;
  • Pergunte como foi o dia do seu filho na escola;
  • Conheça os amigos do seu filho e promova eventos na sua casa para reunir a todos;
  • Convide seu filho para assistir TV em família. Deixe que ele escolha a atração;
  • Escute seu filho. Ao invés de dar sermão, pergunte, ouça e dê importância ao que ele lhe fala;
  • Se interesse pelos assuntos do seu filho, se é fã de um popstar famoso, que tal aprender mais sobre o artista?

Procure ajuda

A Unimed Fortaleza conta com um grupo de apoio a clientes com depressão. Na Medicina Preventiva da Unimed Fortaleza, você pode fazer um teste de depressão e passar por avaliação de um psicólogo. Os interessados em participar do grupo podem realizar a inscrição de forma presencial na Sede da Medicina Preventiva (Av. Santos Dumont, 1463 ? Aldeota), pelo telefone (85) 3208.2900 ou preenchendo o questionário online disponível aqui.

 



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