Cuidar de Você 21 de Setembro de 2017

Hipotireoidismo ou Hipertireoidismo? Veja sintomas, tratamentos e como prevenir


Imagine uma fábrica de hormônios que controla o funcionamento de vários órgãos do nosso organismo, essa é a tireoide uma glândula que todo ser humano possui e exerce um papel fundamental para o bom funcionamento do nosso corpo. Mas afinal, em que essa glândula pode influenciar na minha saúde? A resposta é simples, pois quando ela funciona de forma errada as consequências podem ser o hipotireoidismo ou hipertireoidismo. Para saber mais sobre o assunto continue lendo esse artigo.
Médica examinando a tireoide de uma paciente.

Muito prazer, tireoide!

Para começo de conversa é preciso entender como funciona a tireoide. Existe uma relação direta entre o nosso cérebro e essa glândula e essa parceria precisa estar em equilíbrio. A jornada começa justamente no nosso cérebro, ele produz um hormônio chamado TSH, esse hormônio se encaminha diretamente para a tireoide estimulando a glândula a fabricar outros dois hormônios que são o T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina).

Esses nomes parecem complicados, mas desempenham uma função muito importante que é estimular o metabolismo. Mas em alguns casos a tireoide funciona mais lenta que o normal ou mais rápida que o normal, caracterizando o hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

Afinal, eu tenho hipotireoidismo ou hipertireoidismo?

Como o próprio nome diz, o hipertireoidismo é caracterizado por uma tireoide hiperativa, que produz mais hormônios do que o necessário para manter o organismo funcionando em sua normalidade.

A quantidade extra de hormônios faz com que o metabolismo se mantenha constantemente acelerado, e pode surgir também uma protuberância ou inchaço na parte da frente do pescoço, devido ao aumento do tamanho da glândula.

O hipotireoidismo, por outro lado, é caracterizado por uma tireoide “preguiçosa”, que produz menos hormônios do que o necessário para que o organismo funcione corretamente. O hipotireoidismo desacelera o metabolismo, afetando assim diferentes funções.

Para ficar mais claro, vamos entender os sintomas de cada um!

Leia mais em Hipotireoidismo x Hipertireoidismo: qual a diferença?

Principais sintomas do hipertireoidismo

  • Batimento cardíaco irregular ou acelerado;
  • Perda de peso e aumento do apetite;
  • Suor excessivo;
  • Intolerância ao calor;
  • Irregularidade nos ciclos menstruais;
  • Perturbações emocionais;
  • Inchaço na região do pescoço;
  • Distúrbios do sono;
  • Ansiedade e irritabilidade;
  • Fraqueza muscular.

No caso de hipertireoidismo é importante que você consuma proteínas em abundância e acrescente os vegetais crucíferos à sua dieta rotineira, mas, também é importante que evite peixes, crustáceos e outros frutos do mar, para não aumentar seus níveis de iodo no sangue.

Principais sintomas do hipotireoidismo

  • Falta de apetite;
  • Ganho de peso constante, mesmo sem exagerar no consumo de alimentos;
  • Depressão;
  • Intolerância ao tempo frio;
  • Redução dos batimentos cardíacos;
  • Fadiga;
  • Prisão de ventre;
  • Dificuldade de raciocinar de forma clara;
  • Retenção de líquidos;
  • Pele pálida ou amarelada.

A alimentação também deve ser observada privilegiando alimentos que possam estimular a tireoide e, no caso, é importante aumentar o consumo de peixes, frutos do mar, crustáceos e algas marinhas.

As disfunções da tireoide e as atividades físicas

Mulher na academia levantando peso em um braço.

As atividades físicas são sempre uma forma de manutenção da saúde do corpo, porém quando há descompesação da tireoide devem ser feitas algumas considerações. No hipertireoidismo é importante evitar exercícios devido ao risco de aritimia e pela piora do cansaço próprio da doença, devendo ser liberado para excícios apenas pacientes compensados.

O paciente com hipotireoidismo pode realizar exercícios o que ajuda até na perda de peso. Um programa de exercícios bem elaborado pode promover adaptações que facilitem o tratamento.
 

Fica a dica: Exercícios físicos não combatem diretamente as disfunções da tireóide, porém auxiliam na manutenção de um corpo saudável e combate os sintomas. Portanto, mantenha uma programação ativa diária e procure seu médico para manter a saúde em dia.

Gravidez e tireoide

Mulher grávida vestida de verde fazendo um coração com as mãos na barriga.

Durante a gestação, até mulheres que nunca tiveram qualquer problema podem sofrer alterações nos níveis dos hormônios da tireoide, fundamental para regular o organismo da mulher, o crescimento e desenvolvimento do bebê no útero.

Tanto para mulheres que já tinham o problema antes da gravidez quanto para aquelas que desenvolveram na gestação é preciso tratamento para evitar complicações. No caso do hipotireoidismo, como a medicação é a reposição do hormônio que o organismo deixa de produzir não traz riscos para o bebê. Já, no hipertireoidismo, é o seu obstetra quem deve avaliar o medicamento.

Outro ponto de alerta é a questão da fertilidade, pois a saúde reprodutiva pode ser prejudicada, já que para ocorrer a gravidez, os hormônios devem atuar em equilíbrio, favorecendo a ovulação e a permanência do embrião no útero, evitando o aborto.

Tratamentos para as disfunções da tireoide

Segundo a endocrinologista da Unimed Fortaleza, Dra. Rejane Belchior, normalmente as duas disfunções tireoidianas são controladas por medicamentos. “O hipotireoidismo não tem cura e pode ser controlado por meio da reposição hormonal, com dosagem específica para cada caso. Já o hipertireoidismo pode ser curado com o tratamento regular e pode ser tratado com medicamentos antitireoidianos orais ou , mais raramente, com administração de iodo, dependendo da situação”, esclarece.

A cirurgia para retirada da glândula, por sua vez, é restrita aos pacientes com grande aumento do bócio ou suspeita de câncer. “Esses são os casos em que é necessário fazer a intervenção”, conclui.

Apesar de não ter cura o hipotireoidismo ou hipertireoidismo possuem tratamento e as pessoas que convivem com essas doenças podem levar uma vida normal.

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Foto miniatura da profissional Dra. Rejane Belchior
Conteúdo aprovado pela profissional Dra. Rejane Belchior.

Formada em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2008) | Residência em  Clínica Médica no Hospital Walter Cantídio | Residência em Endocrinologia e Metabologia no Hospital Geral de Fortaleza | Experiência na área de Endocrinologia, com ênfase em pesquisa. 


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