Comportamento 13 de Abril de 2018

Ser uma mulher moderna: um desafio entre tantas atribuições


Embora muitas vezes o papel da mulher tenha sido tratado como inferior na sociedade, a história permeia, até os dias de hoje, pelo empoderamento de muitas mulheres que se posicionam contra os estereótipos de inferioridade outrora instituídos e que, agora, se identificam como uma mulher moderna.

Mulher sentada mexendo em um notebook simbolizando a mulher moderna

Muitas conquistas e mais desafios da mulher

De tempos para cá, muitas foram as “batalhas” vencidas. Papéis que um dia não podiam ser desenvolvidos pelas mulheres, hoje têm grande atuação feminina. A mulher moderna acumula conquistas, como sua inserção no mercado de trabalho, independência financeira, direito político, sua liberdade sexual, e muitas outras.

No entanto, essas vitórias trouxeram novos obstáculos à mulher moderna. A dificuldade de conciliar a vida profissional com a familiar e até mesmo priorizar as atividades profissionais em detrimento da vida pessoal. Além da complexidade em desempenhar plenamente tantos papéis, como o de mãe, profissional, dona de casa e outros. E com tantas responsabilidades, o não desenvolvimento com excelência de cada atividade atribuída pode fazer com que a mulher se sinta incompleta.

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Como vencer os novos desafios da mulher moderna

É normal que o sentimento de que algo está faltando acometa algumas mulheres, com tantas atribuições e responsabilidades no cotidiano. O que não é normal é viver com a insatisfação de si mesma, sem buscar o entendimento da situação e o de que, antes de tudo e qualquer afazer, você é mulher. Por isso, conversamos com a psicóloga, Jôse Anne Zafalan, para você saber mais sobre as complexidades da mulher moderna.

Unimed Fortaleza: Na vida moderna, a mulher ganhou novas atribuições. É mãe, mulher, esposa, filha, cuidadora do lar, profissional, etc. Como você acha que a mulher pode lidar de forma saudável com esses novos papéis adquiridos?

Jôse Zafalan: Na atualidade, todas as conquistas adquiridas pelas mulheres possibilitaram que elas saíssem de uma posição de mera procriadora e cuidadora (casa, marido, filhos e outros), para criadora e autora de sua própria história. Hoje elas possuem autonomia para suas escolhas e prioridades. No entanto, elas não deixaram de ter algumas funções como “obrigações fundamentalmente suas”, como o cuidado do lar e educação dos filhos, por exemplo. Proporcionando assim, uma dupla ou tripla jornada de trabalho. Para as mulheres alcançarem um equilíbrio emocional diante de todos esses papéis, é fundamental que elas passem a respeitar os seus limites; diferenciar o que é seu próprio desejo e o que é a vontade dos outros. Além de dever se sentir segura de suas escolhas e ter a certeza que sempre é tempo para recomeçar caso não esteja se sentindo bem.

Unimed Fortaleza: Com tantas tarefas, é comum que as mulheres se sintam incompletas, o que fazer para que esse sentimento não seja permanente?

Jôse Zafalan: O sentimento de incompletude surge quando as mulheres não conseguem desempenhar alguma de suas diversas funções de forma plena. É importante lembrá-las de que antes de serem mulheres, elas são seres humanos, e nenhum de nós somos perfeitos em todos os papéis que desempenhamos. Desta forma, uma das estratégias para que esse sentimento não seja permanente é ter o pensamento de que ela está dando o melhor de si, que ninguém é perfeito e que em alguns casos precisa-se de suporte. E assim, ela vai conseguindo reduzir a intensidade desse e de outros sentimentos. Para que essas percepções existam, é importante que haja um autoconhecimento, que pode ser adquirido através da psicoterapia individual, para que ela possa falar sobre si e compreender sua realidade.

Unimed Fortaleza: E quando a mulher abre mão de algo, da vida profissional em detrimento da maternidade, por exemplo, como evitar o sentimento de perda?

Jôse Zafalan: Normalmente esse sentimento acorre quando a mulher se vê em uma condição, a qual não é seu desejo estar. Dessa forma, o sentimento de perda pode ser evitado quando ela sabe e decide o que quer, traçando metas e objetivos, podendo em um segundo momento retornar às atividades profissionais e obter equilíbrio entre a maternidade e a vida profissional. É muito comum nos dias de hoje, mulheres no auge de sua carreira profissional optarem pela atenção plena à maternidade. Quando essas mulheres estão seguras de suas escolhas, empoderadas e cientes de que essa é sua vontade, provavelmente os sentimentos de perda, angustia, frustração, remorso, tristeza e ansiedade estarão ausentes.

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Unimed Fortaleza: Quando a mulher deve procurar um profissional para ajudar nesse processo? E qual é o profissional?

Jôse Zafalan: Quando as mulheres perceberem um desequilíbrio, causando comprometimento na sua saúde física, emocional e em seus relacionamentos de uma maneira geral, é a hora de se buscar ajuda profissional. Mulheres que sofrem fortes cargas psicológicas, sociais e dificuldades em gerenciar todas as demandas (tais como a de boa mãe, boa filha, boa esposa, excelente profissional e boa dona de casa), propiciam um adoecimento psíquico, que podem gerar desde transtornos ansiosos depressão a tentativas de suicídio. Os profissionais que devem ser procurados diante desta realidade são: psiquiatra, para uma avaliação e conduta terapêutica e o psicólogo para psicoterapia individual, cujo objetivo é a ressignificação das dificuldades e da própria história de vida.

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Garantindo qualidade de vida com a Unimed Fortaleza

Para contribuir com o equilíbrio, bem-estar e o cuidado emocional, a Unimed Fortaleza dispõe da Medicina Preventiva, unidade voltada à prevenção da saúde e a dicas dos mais diversos cuidados para termos com nós mesmos. Lá, você encontra grupos voltados à depressão, a atividades físicas, dentre outros. Além de oficinas, que acontecem periodicamente, como a de gerenciamento do estresse e da ansiedade.

Esperamos que você tenha tirado suas dúvidas sobre como ser uma mulher moderna com os desafios da atualidade. E já que estamos falando sobre esse empoderamento feminino, que tal assistir ao vídeo do nosso canal Viver Bem no YouTube, sobre sexualidade feminina? Confira abaixo e, para mais vídeos relacionados, clique aqui.

Foto da psicóloga Jôse Anne Zafalan Carrijo


Conteúdo desenvolvido em parceria com a
 psicóloga Jôse Anne Zafalan Carrijo (CRP: 11/06404)
Graduada em Psicologia com abordagem Cognitivo-Comportamental pela UNIPE | Especialista em Gestão de Pessoas pela Faculdade Estácio de Sá | Psicóloga da Medicina Preventiva da Unimed Fortaleza

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